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Dia 8: Marraquexe - Faro

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O dia despertou lentamente com o chilrear dos pássaros e o laborar dos jardineiros nos jardins do Mamounia, ao lado. Superado com sucesso o desafio de fechar as malas, descemos para o pequeno almoço, possivelmente o melhor do périplo, com sumo de laranja, ovo frito, panqueca, pão com doce, queijo e chá. Em seguida, um breve percurso através da medina para levantar o Duster, companheiro incansável destes dias, para nos despedirmos dele no aeroporto. O trajeto foi rápido e, uma vez entregue, seguimos para a zona de embarque. Na entrada no aeroporto existe um primeiro controlo de bagagens, que se volta a fazer já dentro do edifício, antes da zona de embarque. A segurança é levada a sério em Menara, mas uma vez dentro tudo é igual aos outros aeroportos. Tempo ainda para um café e dois dedos de conversa antes da hora de embarque, que chegou sem novidade. Instantes depois, o Airbus A 320 rolava na pista de Menara com destino a Lisboa, onde chegámos, sem novidade, pouco depois da uma da tard...

Dia 7: Kasbah Tigmi N'Oufella - Marraquexe

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E eis que chega o último dia de viagem na Pista de Foucauld. Como prometido, Lahoussine franqueia-nos a porta da kasbah vizinha à sua, que pertence a um primo seu,  o qual trabalhou na construção dos Jardins Majorelle, em Marraquexe. O Miguel passou a manhã a levantar a planta da kasbah, que atualmente é usada apenas para guardar produtos hortículas, forragem para os animais e os próprios animais. Pela minha parte, aproveitei para colocar algumas coisas do escritório em dia e por volta da uma da tarde regressámos à estrada para a última tirada até Marraquexe. Pelo caminho, uma estrada de montanha em obras, plena de curvas, a atravessar o Alto Atlas, já com alguns cumes nevados, levou-nos quase às portas da grande cidade do sul. Na minha tirada ao volante utilizei o modo manual da caixa de velocidades automática para negociar as curvas com mais desenvoltura e, devo dizer, fiquei surpreendido com a agilidade do Duster. Uma paragem rápida no caminho para comer umas espetadinhas de...

Dia 6: Em redor da Kasbah Tigmi N’Oufella

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Hoje o dia começou com um pequeno-almoço as oito da manhã, partilhado com um casal inglês e dois filhos, que estão de partida. Lahoussine diz-nos que vivem em Málaga e que andam a passear por Marrocos. Depois do pequeno-almoço preparamo-nos para sair e Lahoussine vem ao nosso encontro com um farnel para o almoço, composto por atum, salada e pão.  Subimos por uma estrada acidentada até uma aldeia a mil e oitocentos metros de altitude. O Dacia Duster portou-se às mil maravilhas no caminho mais acidentado do percurso. As aldeias no cimo têm várias construções em tom de terra acastanhada, taipa, mas também aqui o cimento vai aparecendo e a degradação da construção tradicional avança a passos largos. Percorremos campos com homens e mulheres a trabalhar à mão, alguns com burros a ajudar, é o tempo da sementeira. A rega tradicional com água trazida em levadas para os campos impera;  há água a correr nos cursos de água e, nos cumes mais elevados, avistam-se as primeiras neve...

Dia 5: Foum Zguid - Kasbah Tigmi N'Oufella

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Hoje o despertar foi às sete da manhã, porque combinámos com Ottman, o encarregado da Riad Hiba, situada nos arredores de Foum Zguid, o pequeno-almoço a essa hora, constituído pelo habitual crepe, chá, bolos, pão com doce, mel, ou queijo. A sala de refeições da Riad verte para um espaço exterior onde se aloja a piscina, debruçada sobre o oeud que abastece o oásis sobranceiro. Os primeiros raios de sol inundavam a essa hora as tamareiras, alterando as cores do cenário entre o verde, a água e o ocre da terra. Os pássaros chilreavam – pintassilgos e pardais - e alguns deles vieram-nos à mesa. Mas o tempo voa e depressa chegou a altura de partir. Despedimo-nos de Ottman e voltámos à estrada. Volvidos dezassete quilómetros detivemo-nos em Alougum, onde deixámos o carro junto ao cemitério antigo, na parte norte da aldeia. Penetrámos no interior da parte antiga por uma porta a poente. A aldeia possui ainda uma forte presença da taipa e ao percorrermos as ruas descobrimos uma kasbah com cinc...

Dia 4: Tata - Foum Zguid

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Depois do jantar menos conseguido de ontem à noite, o pequeno-almoço desta manhã caiu muito bem, sobretudo os ovos fritos com especiarias, finalizado com o tradicional chá. Em seguida, a Latifa, gerente da Dar Infiane, guiou-nos numa visita pelo interior dos nove quartos da casa, estando um deles localizado em volta de um asarag, uma espécie de pátio interior coberto que lhe dá um ambiente diferente. A dar (casa) foi recuperada pelo proprietário - Patrick - com extremo cuidado, sendo visível o esforço feito para devolvê-la ao seu aspeto original, visível no trabalho dos tetos, executados com madeira e folhas de tamareira, alguns pintados. O salão principal apresenta uma decoração bastante colorida e acolhedora, com vista para o lado nascente, de onde se consegue ver um belo nascer do sol. Dos terraços da casa pode-se, por sua vez, desfrutar de uma vista espantosa para o oásis e o oued em redor, valendo por imsi só uma visita. Depois das despedidas habituais, visitámos uma parte mai...