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Dia 3: Icht - Tata

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O dia começou cedo, antes das sete da manhã, para vermos nascer o sol no deserto. O resort Borj Biramane fica ao lado de um oásis arenoso, junto a um oued que atravessa Icht, e vale bem a pena ver o nascer do sol nesta zona do deserto. O resort tenta enquadrar-se na paisagem local com as construções de tom ocre, dotadas de um bom nível de conforto, com preocupações ambientais, no que agora se designa por um conceito “eco”.  Em seguida ao nascer do sol, um pequeno-almoço muito bom, com sumo de laranja natural, torradas e crepes. Após o pequeno-almoço, decidimos alterar o percurso e seguir para Tadakoust por uma pista que atravessa uma zona de deserto, com cerca de 25 kms, entre montanhas. A pista é constituída por areia e pedra solta, e desenrola vários cenários em terreno maioritariamente plano, com troços rápidos alternando com zonas de transição e passagem de oeuds secos (nesta zona disseram-nos que chove três a quatro vezes por ano). Por vezes encontráms bosques de argânia...

Dia 2: Tiznit - Icht

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O dia começou cedo, com pequeno-almoço às sete da manhã no hotel. Uma mesa bem composta com iguarias para restabelecer as forças. A seguir ao pequeno-almoço, pelas oito horas tomámos a estrada para Icht, que é a mesma para Tata. O início da estrada apresentava algum relevo porque estava em causa atravessar o Anti Atlas, após o que nos acedemos a um vale seco na região de Bouijakarne, com bastante pedra, apenas entrecortada a espaços por pequenos bosques de argânias. A estrada é estreita, mas não muito movimentada, embora esteja permanentemente em obras porque atravessa leitos de oueds que, durante as raras tempestades, se tornam torrenciais e as enxurradas levam a estrada. Avistámos os primeiros oásis pelo caminho, antes do primeiro desvio que fizémos em direção a Amtoudi. O objetivo era visitar dois  grainiers  que são na verdade celeiros coletivos  fortificados, construídos no topo de uma colina sobranceira à aldeia, supõe-se, no séc. XII para guarda de cereais c...

Dia 1: Faro - Tiznit

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O primeiro dia foi para ligação de Faro a Tiznit. A mais longa etapa do percurso, mas que entre Faro e Marraquexe se fez de avião, uma viagem sem nada digno de registo. Na chegada ao aeroporto de Menara, recolhemos o carro para o périplo - um Dacia Duster automático - que nos surpreendeu pelo bom estado de conservação geral. Fizemos  compras de mantimentos no centro comercial Al Mazar, relativamente perto do aeroporto, comemos algo ligeiro - uma espécie de mista de carne de aves e borrego bem temperada e saborosa - e em seguida pusemos-nos a caminho para apanhar a A3 até Agadir. O Miguel iniciou a viagem a conduzir. Num posto de abastecimento à saída de Marraquexe, o Miguel reparou que estava um prego alojado no pneu traseiro esquerdo, pelo que perdemos algum tempo a procurar uma garagem numa estrada secundária para reparar a roda, o que conseguimos depois de perguntar algumas vezes onde encontrar uma garagem. Para grande surpresa minha, poucas pessoas conseguem falar francês...

O Trajeto

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Nesta viagem vamos seguir algumas das pisadas de Charles de Foucauld pelo sul de Marrocos a fim  de visitarmos alguns dos assentamentos populacionais e formas de ocupação do território. O contato próximo com as gentes da terra será uma constante, como forma de enriquecer a experiência. O percurso, definido pelo Miguel, será o que se encontra abaixo, havendo um ponto de interrogação quanto à transitabilidade de alguns dos setores de montanha em caso de queda de neve. Há anos que o Miguel visita o país para fazer trabalho de campo para a UAlg comparando as casas do sul de Portugal e Espanha, com as de Marrocos e, futuramente, com as da Argélia. Para hoje o objetivo, à chegada a Marraquexe, é levantar o carro e rumar a Tiznit, uma cidade amuralhada, fundada a sul de Agadir para controlar as tribos berberes dissidentes. Foi no entanto a partir daqui que Ahmed al-Hiba iniciou uma revolta contra os franceses em 1912. Não obstante, não nos deteremos na cidade; este será apenas local para...